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Coincidências Matrimoniais

 

Seria coincidência ou coisa do destino?

Ainda não sei se acredito em acasos, mas minha vida virou de cabeça para baixo quando conheci o Zabe. Baiano apimentado, irônico, metido nas políticas (lembro-me que a primeira vez que o vi na web cam achei alguma semelhança com nosso presidente Lula) , recém divorciado, cheio de amor para dar… e com um leve espírito aventureiro.

E eu, a Zibi, moleca boba do interior, trabalhadora, quase uma escrava..(risos), universitária, cheia de expectativas, na época, havia feito um cadastro muito a contra gosto num site de encontros na internet, por insistência de uma prima que havia conhecido o princípe encantado através deste site… enfim…

- Vou fazer teu cadastro.

- Não, não quero me cadastrar em nada, estou bem assim.

- Ta nada boba, vou fazer sim.. vou começar.. nome..

- Puts, como você é insistente, faz então, mas eu nem vou responder.

Mas a curiosidade matou o gato, e eu comecei a receber um monte de e-mails de pessoas interessadas, a maior parte deles descartei ao ler o perfil, alguns eu respondi, mas não deu em nada.

Quando foi outro dia, recebi deste baiano, todo fresco, jogando a lábia pro meu lado.. pensei um pouco, olhei o perfil, e gostei muito do que lia, embora ja pudesse perceber a pessoa sistemática que era desde aquele momento… arrisquei mandar uma resposta, nada que pudesse comprometer.

Ele respondeu.

E desde então eu escrevia textos enormes para ele, cheio de coisas do meu cotidiano, e ele do outro lado do país respondia na maior desenvoltura… o papo rendia… e como rendia.

E papo vai, papo vem, acabei mudando para Curitiba, e não é que o baiano descamba da Bahia atrás de mim?

No início nem acreditei muito naquela história de que ele estava interessadíssimo em mim, a ponto de pegar o avião e vir me conhecer… mas baiano teimoso igual a esse, tô pra conhecer.

Resultado,  eu o conheci, fiquei muito “na minha”, não quis saber de muito chamego… mas senti falta quando ele voltou para a Bahia.

Ficamos nessa lenga-lenga durante muito tempo. Houve então  uma segunda volta do baiano a Curitiba, e desta vez, rendeu sentimentos muito mais sólidos que, seguramente foram muito importantes para nossos passos seguintes.

Passamos o ano todo planejando minha ida para Bahia, embora ora pensávamos que Curitiba seria melhor aos nossos planos, preferi vir para Bahia, para não impedir o Zabe de estar na vida dos filhos.

Quando dei este passo ao encontro do Zabe, precisei muita coragem e fé no nosso amor (embora ele me diga sempre que sou uma mulher de pôcafé).

Quando cheguei a Bahia, meu coração estava a mil, me joguei nos braços do meu amor, onde estou até hoje, sempre aberta a descobrir novos mundos ao seu lado.

Portanto, amor de internet nem sempre acaba em pizza, alguns acabam mesmo no altar.

Câmbio: Zibi

 

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